dezembro 10, 2008
tudo mentira.
a gente tem mania de enxergar só as partes boas e fica correndo atrás de desculpinhas cruelmente tendenciosas só pra não encarar ela, a verdade, de frente. mascara tudo, passa a borracha e segue a vida ignorando o fato de que essa mesma verdade voltará algum dia, talvez com mais força, talvez mais verdadeira, arrasando com aquela coisa customizada que a gente produziu só pra se sentir bem.
tudo verdade.
dezembro 01, 2008
estava vendo a minha mais nova série favorita, brothers and sisters, e, num insight, me veio tantas coisas que eu poderia externizar. bastaria me sentar em frente ao computador e dispensar tudo no meu teclado negro (que um dia minha mãe confundiu com um mouse, mas essa é uma outra história), e pronto. estaria resolvido. mas então, eu me coloco a perguntar os porquês julianísticos e deixo tudo passar, largo de mão, esqueço e prefiro ver tevê. eu não entendo. penso que entendo de mulheres, mas é tudo mentira. entendo nada. nada. nada.
estou apaixonada. sim, estou. talvez, esta nova sensação tenha me insentado da necessidade de compactuar com meus pensamentos. eles já não são primeiros termos. é, não são. até a estratégia de adormecer se transformou numa outra estratégia, embora às vezes eu ache que tudo isso está errado. cada vez que me aventuro num repensar de relação ou na olhadela infeliz pro lado de lá ou no telefonema que está demais ou de menos... não importa. não me entendo.
enfim, não acabei com isso aqui. e nem vou acabar. um dia ou outro, alguma visita isso aqui terá. talvez, a minha. talvez, a dela. e, arrependimentos, só dos que não escrevi.
julho 23, 2008
Meu Nome Próprio
detesto críticas. opiniões alheias. observações dispensáveis.
acontece que quando você produz algo, esse algo está sujeito a interpretações. o mundo está cheio de 'atitudes humanas mais antigas', mas ainda assim arrisco dizer que interpretar é um ato pioneiro. dar a explicação que bem entender a respeito de todos os assuntos e não se importar com a repercussão.
assim é a maioria das pessoas e, que novidade!, eu não me excluo. simples: toda arte existe para ser contestada e, a partir do momento que é lançada a olhares alheios, perde-se por completo o domínio do seu verdadeiro, ops novamente!, inicial valor.
esta introdução existe para dizer que ontem decidi me visitar. voltei ao passado responsável pelo esboço de quem sou hoje e o encarei de frente nas telonas. conferi o longa "Nome Próprio", de Murilo Salles, inspirado nas obras de Clarah Averbuck, cujas palavras, há uns cinco ou seis anos, germinaram a juliana de hoje.
não sou clarah, não sou camila, nunca fui e nem pretendo ser. ocorre que quando uma obra de arte faz sentido, você se vê dialogando com ela de forma natural. foi assim comigo. a autora, sua história e sua personagem me ensinaram a arrancar de mim a coragem de viver de forma idiossincrásica, como deveriam ser todas as vidas. não sei se hoje estas figuras teriam me resgatado, mas naquela época tudo fez sentido.
acredito ter pecado revelando-me uma fã. acho que a gente não deveria se colocar neste status diante de ninguém. obviamente não trata-se de inveja. é apenas uma conclusão de auxílio para ajudar as pessoas a continuar sendo tudo o que são. sem intervenções.
clarah, camila e o brazileira!preta foram fundamentais para que eu entendesse a razão de estar aqui hoje. e isso pra mim basta.
mas preciso dizer sobre o filme. o mesmo filme, o qual fui procurada, como leitora-fã de Clarah Averbuck, para complementar os estudos pré-filmagens. sabe-se lá se isso realmente aconteceu, mas necessito afirmar que a obra complementar é tão importante pra mim quanto deve ser para a própria Clarah. ela pode achar que não, mas suas palavras foram fundamentais para mim e as milhares de pessoas que as leram, a ponto de se transformarem em utilidade pública. isso deve ser doloroso, imagino. o ato de ser lido deve ser tão doloroso quanto o ato de escrever. Clarah sabe muito bem disso e não cabe a mim tentar justificar.
a questão é que a adaptação (e peço desculpas aqui pelo que escreverei se o termo adaptação por si só insenta todo e qualquer comentário que se faça sobre a obra original), não fez jus à camila que falava diretamente comigo aqui bem pertinho do meu ouvido. a camila da leandra é por demais lírica e, ao tentar resgatar todo o elenco de uma inexperiência nítida, acaba esquecendo-se de sua essência. okay, o lírica fica por minha conta. quem conhece a camila real sabe a que me refiro. a semelhança, talvez única, entre as duas é que ambas não fazem o menor esforço para serem queridinhas por quem as conhece. nisso, murilo acertou: a busca por algo incrivelmente intenso, tão intenso que até se duvida de que realmente exista.
por demais, sobram elementos como o próprio roteiro em si, fatalmente ultrapassado, uma vez que o universo dos blogues fora ligeiramente substituído pelo das comunidades onlines, que, por igual fatalidade temporal, será substituído por uma novidade contemporânea qualquer. fatores técnicos cinematográficos, embora não sejam de minha alçada, também merecem ser mencionados. falhas de edição e disparidades entre a fala e o áudio são facilmente encaradas como absurdos numa época em que processos como estes são amparados pelas melhores das tecnologias. pôde-se visualizar, por milésimos de segundos, um dedo na frente da câmera em uma das cenas. uma análise técnica mais profunda, não me caberia.
a única coisa que cabe agora é prosseguir de onde parei. é o que cabe a todo mundo.
de mim, um brinde às inúmeras camilas que tentam se resgatar cyberespaço afora.
junho 30, 2008
entro no msn e sou surpreendida pelos parágrafos que escrevo, na íntegra. eles aparecem seguidos de interrogações nas entrelinhas sobre o que significam. e então, eu rio. a complexidade do ser: questiono sobre o que ela não fala e ela me questiona sobre o que eu falo.
ao contrário dela, não consigo me insentar das explicações. ela torna a me questionar sobre o fato de que, se escrevo, é sobre mim e pode ser sobre ela. eu concordo. mas replico dizendo que escrever sobre mim é uma coisa, mas nem sempre significa que seja algo que eu sinta. talvez, seja apenas algo que eu pense. e ninguém é imune aos próprios pensamentos.
ela diz que entende. e eu finjo que acredito. baixo o meu olhar, ignorando o fato de que, algum dia, isso será tema de uma das nossas crises. talvez seja. e por conta da minha racionalidade extrema. neste final de semana, ela me ensinou que não é saudável deixar que as pessoas nos incomodem por qualquer assunto. perguntei a ela se certa coisa não a afetava e ela me explicou que permite afetações apenas sobre o que realmente importa. sorri por dentro.
naquele momento, entendi que ela não precisava falar muito porque a própria forma de ser já era o suficiente. algumas pessoas são assim. são o que são por natureza e não por teorias minuciosamente transcritas no bom português.
sugeri a ela que não tentasse me entender pelo que escrevo. definitivamente, não seria saudável. algumas pessoas precisam ter um certo discernimento quando decidem cavucar as outras por dentro. sinto que isso não a acalmou. vou publicar este texto e, novamente, ser acometida por interrogações camufladas sobre tudo que acabei de escrever. desta vez, está direto e objetivo. espero que minha racionalidade seja perdoada.
e espero, ainda, que ela entenda que eu a amo de todas as maneiras, independentemente do meu senso de observação.
Amigos visitantes, compartilho com vocês mais esta competente organização, administrada pelo ilustríssimo Sergio Simka, da qual participo com um artigo.
Aos que desejarem adquirir um exemplar, por favor, me contatem pelo jmarciano@terra.com.br. A contribuição consiste na simbólica taxa de R$ 15,00 + despesas de envio.
Corram enquanto há disponibilidade no estoque.
junho 24, 2008
junho 23, 2008
Por que as pessoas estão sempre à procura de um amor? E quando elas o tem, por que insistem em tornar as coisas tão complicadas, como se num pretexto para voltar à estaca zero?
Por que, se lemos um livro, a temática é amor? E se ouvimos uma música, idem? Por que, se pensamos em felicidade, nos remetemos à nossa cara metade? Mesmo sem ter a mínima idéia de quem seja ela. Por que, se mesmo tão presente, o amor é tão ausente?
É. Eu também não sei.
junho 03, 2008
alguém? pois bem, prosseguirei.
há duas semanas, estive num congresso de gestão de pessoas e passei dois dias ouvindo os especialistas ditarem as novidades sobre como ouvir, entender e valorizar o outro. de tudo, uma frase em meio a uma história pessoal de vida me chamou a atenção:
"os seus propósitos não estão de acordo com a pessoa que você é. ou você muda os propósitos, ou você muda você".
licencinha aqui pro pleonasmo, mas esta verdadeira verdade bateu de frente com os questionamentos que eu sequer estava conseguindo formular. afinal, quem sou eu e quais são os meus propósitos? acredito que as respostas para estas questões estejam diretamente ligadas à arte de saber lidar com o outro e consigo próprio e, se eu não sei quem eu sou e não sei exatamente o que quero, não posso esperar ter sucesso em me relacionar com alguém que não sei se está condizente com o que me trará satisfação na vida.
complexo, não? dependendo do grau da nossa sobjetividade, auto-controle e percepção, lançar uma teoria assim pode nem ser tão complicado, mas penso que atestar a sua eficiência, sendo eu quem sou e vivendo na sociedade em que vivo, é brincar de ser deus.
enquanto a sociedade segue em função de viver um dia após o outro, no chamado carpe diem, a psicologia espreme dos cérebros mais brilhantes os principais fatores do que nos leva a isso ou àquilo. e como é que nós, nascidos depois da década de 80, no tumulto da era da informação, e vivendo em meio à urgência dos acontecimentos, vamos nos dar conta de como todas estas questões elencadas à complexidade (além da nossa própria), da vida de todas as pessoas que nos rodeiam, desvendará o mistério de quem somos nós e de como viver em paz com nós mesmos?
se alguém souber como, sou toda olhares.
abril 23, 2008
Todos os dias da minha vida sou condicionada a acordar e seguir em frente, fazendo jus ao fatídico carpe diem. Mas como instinto a gente vive e não condiciona, há algum tempo tenho sido involuntariamente acometida pela arte do dar um tempo. Acredite, dar um tempo é um dom, portanto, arte. Você não aprende, simplesmente desenvolve.
Estou dando um tempo de quem desistiu de ser ajudado e guardando a dose de ajuda para a minha insanidade porque, convenhamos, insanidade coletiva dá choque. E, convenhamos novamente, dar choque é muito diferente de chocar quando buscamos as entrelinhas do entendimento.
Daniel Daibem vive dizendo que "o jazz é sempre a mesma coisa, mas nunca do mesmo jeito". Me aprofundei nessa prévia e decidi dar um tempo também de vagar por aí me condenando pela mesmice nossa de cada dia. Porque não é preciso ser poeta ou filósofo para entender que buscamos alternativas movidos pelo instinto, e que o novo nos aparece do nada e do tudo, por conseqüência.
Estou dando um tempo da euforia. De todas elas: desde esperar ansiosa pela hora do almoço até aguardar pela brecha de beijar aqueles lábios. Decidi levar a vida com calma porque tem gente que se incomoda com a intensidade de determinados sentimentos.
Tenho preferido não ser do contra com tanta freqüência e tenho dado um tempo de mostrar para as pessoas sempre os dois lados da moeda. Porque dar um tempo sempre é melhor e mais heróico do que desistir. Tomara que elas sejam sensíveis a isso.
março 24, 2008
março 14, 2008
está certo. não tem nada mais demodê que ficar citando caetano veloso em blogs, mas preciso começar este discurso com exatamente esta frase. aos que se incomodarem, o meu sincero 'sinto muito' e, aos que se apresentarem sensíveis aos dizeres universais, meus sensíveis cumprimentos.
acordei meio perceptiva hoje. poderia seguir os caminhos convencionais e ir atrás de um horóscopo qualquer. mas como não me considero uma pessoa de práticas e pensamentos convencionais, recorro aos meus próprios devaneios para, assim, tentar me entender. e tentar também não despensá-los em pessoas que possam por ventura não merecer os reflexos dos meus pensares impulsivos. sim, estou na TPM. e como é de costume nestes momentos, me permito certas práticas anti-juliana, incluindo a utilização deste espaço para momentos de 'meu querido diário'. estamos no segundo parágrafro. se está achando monótono demais, sugiro que pare sua leitura por aqui. isso não é um pedido de ajuda, pelo contrário, estou apenas liberando alguns... seja lá o que for isso. no fim, apenas eu me satisfarei, estamos entendidos?
ok, não estou dizendo nada com nada. veja o histórico dos meus escritos e os períodos com que eles tem aparecido e verficará que ultimamente não tenho tido muita coisa a dizer mesmo. acho que preciso de um momento comigo mesma ou acho que definitivamente eu não tenha nascido para socializar. ou pode ser o contrário: quando você socializa demais, acaba cometendo excesso e escassês, tudo ao mesmo tempo.
toda essa introdução foi pra dizer que isso aqui é uma libertação. menti o tempo todo dizendo que não era hipócrita. ouçam todos: MENTIRA! eu era hipócrita, sim. saía por aí aconselhando a torto e à direita, como se fosse um padre, uma psiquiatra e uma mãe-de-santo - tudo no mesmo corpo. não era nada disso. eram apenas as minhas convicções camufladas. sei que alguns sabem do que estou dizendo e são justamente para estes alguns que estou escrevendo. odeio a ausência de coletividade dentro do cenário coletivo, mas é assim que está funcionando. escrevo para mim e para alguns. devem ser as minhas referências literárias. estou em momento de rever valores e talvez inclua estes também, pode deixar. não sou mais hipócrita, lembra? portanto, se alguém decidir acordar e tirar o dia para me encher o saco, esqueça. vá atrás da grama do outro vizinho porque as minhas verdades não estão mais sendo pensadas. estão sendi ditas. isso mesmo, não tenho guardado muitos desaforos ultimamente.
ninguém entendeu nada, não é mesmo? não tem problema, estamos no mesmo barco. vou praticar ali minhas decisões sem pensar nos estragos e nos acertos. obrigada por chegar até aqui.
janeiro 15, 2008
dezembro 21, 2007
Para mim, o Natal sempre foi a época propícia para desejar e semear o bem. O ar fica diferente, as ruas e lojas enfeitadas, e as pessoas, como mágica, ficam todas boazinhas. A gente sai por aí despejando "feliz natal" pra todo mundo, sorri pras criancinhas no ônibus e até tenta falar menos palavrão. É como se fosse o tal do juízo final dando o ar da graça anualmente: a gente se embala nas retrospectivas, faz o balanço e conclui o que pode ser mudado. No final, todo mundo é perdoado e recebe uma nova chance.
Sempre encarei tudo isso com bom coração, fazendo vista grossa pra todas as teorias clichezadas que cruzavam o meu caminho. Afinal, clichê ou não e demagogias à parte, se é o momento que finalmente as pessoas param de olhar pro próprio umbigo, por que sair mundo afora criticando essas práticas?
Acontece que ultimamente tenho estado enfezada demais e quando isso acontece, sempre lanço um segundo olhar pras coisas.
Por conta disso, este ano decidi não me embalar no espírito natalino. Se vocês estão pensando que chegaram até aqui para se deparar com um FELIZ NATAL, PAZ E SUCESSO, estão enganadíssimos. Mas fiquem tranqüilos porque não estou cuspindo os votos de coisas boas que me mandaram. Aliás, permitam-me um parênteses para um BIG OBRIGADA. Afinal, ultimamente, energia positiva tem sido o melhor combustível para a humanidade.
Acertaram. Estou aqui para desejar-lhes ENERGIA POSITIVA. Façam de conta que não estamos nas vésperas do Natal. Façam de conta que a cor vermelha está apenas no cabelo e nas unhas desta que vos fala e que as pessoas não decidiram fazer doações e comer panetone de uma hora pra outra - pensem que tudo isso faz parte de uma corrente do bem, praticada o ano inteiro, que ganhou ênfase neste momento apenas porque o ano está indo embora. Estão se sentindo melhor agora?
Minha intenção aqui era não ser clichê. Só que o simples fato de você se levantar da cama durante o mês de dezembro já é por si só um clichê natural. Olhem eu aqui querendo classificar os clichês da vida, como se isso fosse minimizar alguma coisa. Okay, me rendo! Mas sem jamais sair do salto do meu all star. Façam o seguinte: já que não há como fugir disso, usem toda a Energia Positiva do mundo para não mais idealizar o bem nessa época do ano. Minha proposta é:
PRODUZAM ENERGIA POSITIVA, EMANEM PELOS POROS E PRATIQUEM O BEM TODOS OS DIAS DAS SUAS VIDAS!
Depois que fizerem tudo isso, escolham um bar bem legal e me convidem para compartilharmos as nossas boas experiências.
Um beijo!
Ju Marciano
setembro 20, 2007
O Grupo de Escritores da UniABC recebe Prêmio Desempenho Cultural
O salão nobre do Primeiro de Maio Futebol Clube, em Santo André, ficou lotado na noite da terça-feira (17/9), para aplaudir os Destaques do Ano da 14.ª edição do Prêmio Desempenho Cultural, em que 39 organizações relacionadas às áreas de entretenimento, lazer e ensino cultural foram homenageadas pela revista LivreMercado, uma das mais importantes publicações regionais do Brasil.
O Grupo de Escritores da UniABC, cujo patrono é o reitor Azurem Ferreira Pinto, foi agraciado com um troféu e automaticamente passa a concorrer ao prêmio dos Melhores do Ano de 2007.
O 14.º Prêmio Desempenho Cultural teve seus vencedores chamados em blocos. Em seu discurso, quase ao final da noite festiva, o editor da LivreMercado, Daniel Lima, ressaltou que “Cultura é essencial para o povo, assim como a Educação e a Saúde”.
Com o auditório completamente lotado, o editor fez questão de afirmar que “este é um evento da classe média que trabalha duro, mas também da elite que tem preocupações sociais”.
Em 13 de novembro serão anunciados os Melhores do Ano, os Melhores dos Melhores e o Melhor dos Melhores, entre cases corporativos de organizações privadas, governamentais e não-governamentais.Também serão entregues os troféus individuais aos Imortais e aos Imortais in Memoriam do Grande ABC.
O Prêmio Desempenho Cultural realizado na noite de terça-feira foi a terceira etapa do evento. Em maio foram entregues os troféus do Prêmio Desempenho Social e em julho do Prêmio Desempenho Empresarial.
Cases de todos os municípios do Grande ABC estão entre os Destaques do Ano do Prêmio Desempenho, situação que confirma o espectro de regionalidade da revista LivreMercado. Os 173 Destaques do Ano de 2007 são um recorde na história do Prêmio Desempenho e decorrem da segmentação da fase classificatória do evento em três categorias. A etapa final, em novembro, conduzirá os representantes das organizações homenageadas ao que o jornalista Daniel Lima, coordenador-geral da premiação, chama de "capital social".
Veja a relação dos Destaques do Ano do Prêmio Desempenho Cultural:

setembro 18, 2007
setembro 17, 2007
assim, tem dias que eu acordo e percebo a dor sem a delícia de envelhecer. tem o contrário também - a dor com a delícia -, mas esta não me aflige no momento. abro o olho, levanto, vou lá, sento na frente do mesmo computador e, olhando pro mesmo monitor, digito aquele endereço que é diferente, mas que é igual. e hoje eu não acho legal. não mais como há cinco anos. isso me deprime porque eu queria ler tudo isso, dar um suspiro e soltar um "caralho, como ela é foda". mas não dá. porque eu não acho mais isso. e fico me martirizando porque eu não sei se eu mudei ou se foi ela quem mudou. e arranco os pêlos dos meus braços só de pensar que pode ter sido nós duas. é. no fundo, eu sei que foi isso. mas por que é tão estranho você constatar o que não gostaria? as coisas chegam, são contra tudo o que você tem aí na bagagem e pronto. é assim. será que eu fiquei brega? eu ainda concordo que ela é visceral, mas acho que se alimentou de mais da marra de viver. hoje, isso não faz sentido aqui, não. e sabe qual é o meu medo? que isso não faça mais sentido pra um montão de gente. sim. porque é agora que ela vai dar o que falar. deus, ela já está temendo isso. mas eu lhe desejo sucesso, seja lá por qual meio ou essência isso se dê. só quero que ela cause na meninada tudo o que causou em mim. não só a mania de escrever sem dinstinção de maiúsculas, mas a desvergonha (isso mesmo), de sair por aí se virando do avesso e mostrando pros outros o que você é por dentro. sem medo. sem pudor. sem nada. simplesmente fazer, guiada pelo impulsivo espírito de ser o que se é. às vezes, isso faz tão bem que eu sou incapaz de traduzir em palavras essa significância. e eu apenas gostaria que ela soubesse o quanto eu sou grata por tê-la encontrado neste cyberespaço. se eu tivesse a oportunidade, diria que, mesmo não me identificando mais, jamais cairia no mal gosto de criticar sua essência. a todos, me ouçam bem: essência não se critica! ouviram bem? ou você se identifica ou você abstrai. é isso. hoje estou abstraindo. não quero ficar mal por isso. e, se algum dia eu estiver na condição de citar referências, não tenha dúvidas, querida, você será a primeira. e não me importa se você está ou não cagando pra isso. porque eu também não estou.
good lucky!
agosto 30, 2007
sempre quis fazer isso. cheguei perto outras vezes, mas nunca a ponto de fazer acontecer. fui lá. perguntei. imaginei. introduzi inúmeras pesquisas de campo. arrisquei o software. convenci uma amiga íntima do photoshop a fazer uma montagem. pensei. desisti. pensei de novo. me convenci e larguei de mão.
eu precisava de uma novidade de espírito. na ausência de alguém pra dizer que eu amo e de limite no cartão de crédito, não pensei duas vezes e fui lá. ao lugar que posso fazer o que bem entender na certeza de que afetarei apenas e tão somente a mim.
cortei.
cheguei e disse pra maria que queria ponta em tudo. paradoxalmente, sem nenhuma certeza do que estava dizendo. exatamente da forma como faço sempre de quase dois em dois meses. disse corta e ela cortou.
e eu não gostei.
dessa vez fui guiada pelo instinto e não rolou pesquisa de campo e nem reflexão. simples: você acorda, diz vou e vai. simples assim.
no primeiro dia, eu emanava novidade. passei mousse e fixador e me mandei. o pessoal aprovou e não concordou com a minha definição de estar parecendo mais velha. não discuti, mas não tive dúvidas de que estava ainda mais parecida com minha mãe. mamãe!
aí veio o domingo. testei a pomada que a san havia indicado, achei que gostei e me mandei pela segunda vez. o dia foi encerrado no cinema e, olhando as atrizes, não pude me convencer sequer do razoável.
então chegou a segunda e, com ela, alguns comentários consistentes. levei uma encarada sinistra e totalmente avaliativa do zulinho, que se findou com um indecifrável "gostei". tá bom.
conseqüentemente, chegou a terça. a pomada deixou tudo uó. irritada, ignorei o espelho e me mandei pela terceira vez. acho que as coisas não estavam bem mesmo porque o dia não foi digno de um comentário sequer.
e finalmente veio a quarta, gritando uma mudança estratégica. troquei a pomada pelo antigo creme de pentear e um conformismo tomou conta, literalmente, da minha cabeça. mas só até a hora do almoço, quando o paulinho inevitavelmente concluiu que eu estava parecidíssima com a velma, do scooby doo. vermelho. curtinho. de óculos. hã. deixa pra lá.
só que não adiantou. chegou a noite e, nos preparativos para o jantar japonês, a marcitchas, que não faz idéia de quem seja o paulinho, não pôde evitar a comparação: ju, você está parecendo a velma! nocaute. me convenci.
escrevendo esse texto, lembro-me que eu só queria ponta em tudo e que, de ponta mesmo que é bom, não tem nada. pelo menos não do jeito que eu idealizei. o jeito é esperar crescer e evitar o espelho. será que vai ficar muito estranho se eu adotar o boné?!
agosto 15, 2007
agosto 02, 2007
que o universo vomite em você todos esses dizeres numa intensidade triplicada pela revolta, impotência e indignação que aqui apresento.
que as palavras de perseverança que eu disse ainda ontem na frente daquela câmera reconstitua esse meu espírito ferido pela violação à conduta de um ser humano digno, que se levanta todos os dias às seis da manhã para ganhar de forma decente o montante vergonhoso que paga as contas da família, e ainda assim não garante reconhecimento ou insenção da obrigação, assuntos estes que não vêm ao caso.
não vou rezar esta noite porque meu gênio impulsivo, tenho certeza, vai responsabilizar deus e o lula que, coitado, têm muitas vaias brasil afora com o que se preocupar, ao invés de perder suas horas preciosas refletindo na criminalidade e violência que tomam conta das cidades.
pensando bem, vou reconsiderar esta decisão e rezar, sim. mas só, seu verme maldito, para você observar as fotos daquele celular e se sensibilizar com o sorriso lindo daquela criança, cujo momento específico ficará para sempre gravado apenas na minha memória.
rezarei, ainda, para que você veja as imagens daquela casa, daqueles cachorros e de todas aquelas pessoas felizes, e se digne a levar a sua vida pela força de um trabalho honesto e não sobreviver às custas do esforço alheio.
rezarei também para que você ouça as músicas daquele mp3, seja influenciado de alguma forma, e encontre serenidade de espírito e sensibilidade nessa sua alma depravada, com a mágica do bem transformadora que a música causa nas pessoas.
torcerei para que você seja guiado por uma curiosidade que, embora suja, o leve a abrir aquela apresentação profissional no power point e seja despertado pelo desejo e vontade de ser inserido no mercado de trabalho, o qual inclusive ratos como você têm direito nessa democracia podre em que vivemos.
sei que você deve estar rindo em algum lugar e exigindo de mim agradecimentos por eu ainda ter ficado com a minha carteira e a minha vida. pois fique sabendo que não estou agradecida a isso simplesmente porque me recuso a declinar a comodismos convencionais como este. fique sabendo também que, por mais que eu tenha certeza de que esta é uma questão de cunho moral e administrativo, não dedicarei culpas ao governo. não andarei por aí reconhecendo você face a face. saiba você, seu escroto, que prossegui no meu caminho: encontrei minhas amigas e vi o filme que tinha em mente. amanhã acordarei novamente às seis horas e tentarei chegar mais cedo ao escritório para colocar em dia a apresentação que você me impediu, e me disponibilizarei além dos limites para aceitar mais freelas e conseguir pagar por três celulares ao mesmo tempo, situação que seres limitados como você me obriga.
e, acredite, não me sensibilizarei diante de cenas sórdidas nas prisões do estado vitimando seres da sua estirpe, liricamente apresentadas pela tevê e pelo cinema. não derramarei lágrimas diante de relatos de vítimas da própria índole e circunstância, justificando a criminalidade como singelos métodos de sobrevivência.
se ainda não entendeu, no português que está acostumado, quero que você se FODA e que ao mesmo tempo seja tão fodido a ponto de que, propositalmente, tudo o que te dá prazer na vida vire do avesso.