maio 08, 2014

Não imagine na Copa, tire suas conclusões agora



A escalação da Seleção Brasileira nesse último dia 7 reforçou minha visão pessimista sobre o futuro político do Brasil entre Copa do Mundo e Eleições presidenciais. A saída da população às ruas durante esses meses que antecederam a escalação futebolística em protestos contra a Copa apresentou uma parcela de brasileiros encorajados pela imprensa, representando o velho sensacionalismo precário que nosso povo tanto aprecia.

Em meio a uma audiência potencialmente superior, dedicada pela mesma imprensa que envidencia os protestos e os engajamentos  políticos (falsos) de nós, brasileiros, o Felipão apareceu basicamente em rede nacional, cortando programações fixas nas telas televisivas esclarecendo que o país do futebol definitivamente não possui consciência política. E que sim, a memória do nosso povo é tão curta quanto a de um roedor.

Ou você achou que em meio a tantas manifestações de repúdio à Copa do Mundo no Brasil, ao olhar míope que as pessoas empregam diante da construção de estádios, à exposição dos problemas com saúde, moradia, alimentação e segurança (como se a corrupção no Brasil tivesse nascido ainda ontem), iria de alguma forma extrair uma comoção coletiva da população, reprimindo em cada brasileiro a afeição pelo futebol?

Você realmente achou que expressões como “Vou me mandar daqui na Copa!”, as milhões de entonações aplicadas ao fatídico “imagine na Copa!” e tantas outras manifestações contrariando a ÚNICA COISA QUE UNE O BRASILEIRO estavam trazendo à tona um reconhecimento populacional de que precisamos melhorar o país nas urnas?

O Brasil sofre de um cinismo coletivo que não cabe mais na nossa forma conformista de ver a vida empregando a direção torta do povo diante dos fatos sociais apenas e tão somente à manipulação da mídia e dos grandes jornais e revistas. A mídia mostra os dois lados da moeda. Está aí para quem quiser ver. A Globo não está lá pintando o parlamento de dourado e tampouco omitindo a precariedade em hospitais públicos, da falta de segurança na porta (e às vezes dentro) da sua casa. Então por que razão desonerar o povo da responsabilidade diante de tudo isso?

O Brasil é especialista em responsabilizar o outro, em nunca assumir a responsabilidade. Não é culpa. É responsabilidade. Sair às ruas é fácil. Mas eu DUVIDO que todas essas pessoas que estão protestando contra a Copa do Mundo simplesmente não ligarão a TV durante a transmissão dos jogos em meio a amigos e uma boa cerveja gelada, ou virarão ao patrão e declinarão do prêmio de ir pra casa mais cedo para ver os jogos por serem contrárias ao evento.

Sair às ruas, protestar, criar e gerar no outro consciência política antes tarde do que mais tarde é válido, sim. O que não é válida é a incoerência nas atitudes porque, nesse caso, seria oba-oba ou qualquer outra coisa, mas de longe, de muito longe, isso seria luta por um país melhor. A nossa luta já há muito tempo vem sendo a luta por um país do futebol melhor e apenas isso.

maio 07, 2014

Demiti a Carla



Foi numa sexta-feira em meio ao expediente que decidi colocar em prática algo que já vinha pensando há muito tempo. Um relacionamento conturbado de quatro anos tinha chegado ao fim e a tática seria  a cartada final depois de milhões de pedidos de desculpas, promessas de mudanças, ingressos para show comprado, e tantas coisas que nem me recordo mais.  É assim que funciona quando você tem a limitação de achar que é o problema de tudo.

A reputação da Carla já era do meu conhecimento há anos. Naquela ocasião, quatro grandes amigos já tinham passado por ela e eu também, bem provavelmente, em meio a algumas histórias. Pois bem, naquele dia, peguei o telefone e liguei para ela no meio do departamento: “Oi, meu nome é Juliana, peguei seu telefone com uma amiga, posso marcar uma hora, se possível ainda hoje?”. Estava nervosa e apreensiva e fui caminhando para a sala de reunião vazia que estava ao lado. Fechei a porta e continuei o breve diálogo. Devo ter mencionado valores, mas ela, experiente, me cortou e disse que teria uma hora na agenda no dia seguinte, sábado, às oito da manhã.

A voz que ouvi do outro lado da linha foi a de uma pessoa forte. Falava firme, com segurança e uma certa imposição. Aceitei de pronto um encontro no sábado, às oito da manhã sem nem raciocinar direito. Era questão de vida ou morte. Ao desligar o telefone, pensei imediatamente: “Estou ferrada, essa mulher vai acabar comigo”.

Continuei o meu trabalho normalmente e com uma pontinha de esperança. Devo ter anunciando ao foco minha última cartada, mas não me lembro muito bem. Isso foi há três anos.

No dia seguinte, peguei o metrô e desembarquei na Estação São Judas. Estava tão perturbada que não conseguia pensar direito nas indicações de endereço. Entrei num prédio que estava sendo lavado e mandei “Bom-dia, tenho um horário na Carla, no oitavo andar”. A pessoa procurou pelo nome, fez algumas ligações e finalmente comunicou que não existia ninguém com o nome de Carla lá. Na hora pensei que fosse algum sinal, que deveria recuar ou coisa do gênero. Sou muito ligada a essas intuições que vem do nada. Mas não, peguei o telefone e entendi que, óbvio, estava no prédio errado. Corrigi o endereço e finalmente cheguei.

Atendeu-me uma moça jovem, bonita, com traços italianos, o tom firme, como eu havia notado por telefone. Mas não era uma senhora de meia idade, daquelas que colocam medo e que você fica apreensivo só de encarar. Sentamo-nos em uma poltrona, uma de frente para a outra, numa distância bem próxima, daquelas que não tem como você desviar o olhar, sair correndo, fazer algum gesto com a boca ou a sobrancelha, ou qualquer outra circunstância sem ser percebido. Sem ser analisado. Embora estivesse à minha frente uma pessoa simpática e com uma energia muito leve, aquilo era muito intimidador. Ela me olhou e disse aquilo que repetiu por muitas outras sessões – ela me disse um dia desses quantas eram, mas eu não me lembro -: “E então?”.

Comecei a falar, falar, falar, num monólogo que até hoje me soa como inacreditável. Não sei como consegui falar tanto de mim. Expliquei o motivo da minha estada ali, o que eu queria e, quando me dei conta, umas duas horas depois, virei pra ela e perguntei “E então, quando é a próxima sessão?”. Ela sorriu e me disse para ter calma. Antes, eu teria que responder a uma pergunta muito séria: “Preciso saber por que você está aqui, se por você ou pelo que motivou sua vinda até aqui?”. Depois de toda aquela conversa, foi a primeira vez que gaguejei. Óbvio que a forma da pergunta já presumia o que eu deveria responder para ser aceita. E eu achando que seria assim, tão fácil. Mas não pensei muito, não. Gaguejando, elaborei algo sobre a minha necessidade de ser uma pessoa melhor e outras coisas que honestamente não me lembro. Afinal, eu tinha um motivo para estar lá. Em certo momento em meu monólogo, cheguei a dizer que faria qualquer coisa para ter meu relacionamento de volta. Veja bem, eu disse QUALQUER COISA. Na hora, não notei a alteração no semblante dela, coisa que aprendi a observar algumas sessões depois. Mas o fato é que no epílogo da nossa primeira sessão, eu me ative a responder aquilo que ela gostaria de ouvir (ou não), crente que ela não tinha percebido a minha derrapagem. Acho que me apresentei como um caso interessante a ser tratado, não sei. Marcamos a sessão seguinte e as próximas para as quintas-feiras.

As quintas-feiras eram sagradas para mim. Costumava dizer que fazia parte da minha trindade-santa-semanal: às quartas, um passe; às quintas, terapia; e às sextas, um porre.

Nos meus encontros sociais, sempre que filosofava sobre a vida, colocava a Carla no meio. Ela, sem saber, tornou-se íntima de todos que me conheciam.

Carla sempre brincou comigo dizendo que era uma instituição na minha vida. Todo mundo conhecia a Carla por me ouvir falar. Recebi várias ofertas para fotografá-la às escondidas e então matar a curiosidade de saber como ela é. Outros amigos tiveram esse prazer. Carla atendeu algumas indicações minhas, a gente quase criou um programa de fidelidade.

Desde aquela primeira sessão, eu só me questionava sobre o motivo, o qual tinha demorado tanto a fazer terapia. Meu relacionamento passou por alguns ensaios depois daquilo. Alguns, muitos, diga-se de passagem. Mas, para você ver como são as coisas: a terapia me ensinou que eu não deveria resgatá-lo, que não era bom pra mim, que não correspondia àquilo que eu quero para a minha vida. Tenho absoluta certeza de que eu não teria chegado a essa conclusão sem a Carla.

Depois de longos meses superando meu motivo inicial, a Carla me concedeu aquilo que, ironicamente, respondi em sua primeira pergunta. Ensinou-me a me conhecer e o caminho para ser uma pessoa melhor. Você colocado na frente de um espelho, não tem nada que melhor justifique o desejo e a necessidade de mudar.

Assim como muitos, cometi erros severos com a psicanálise. Achava que jamais poderia dar certo, uma vez que o terapeuta estaria diante apenas da minha  versão sobre os fatos. Que ingenuidade. Até que entendi que terapia não é um tribunal, não é um julgamento, não é o famoso jogo do que é certo ou errado. É autoentendimento. Como prêmio, você também aprende a conhecer melhor as pessoas. Comigo deu certo.

Hoje, estou dando continuidade à abertura de novos ciclos e também em reviver alguns antigos. Antes da Carla, eu só não pirei completamente porque tinha o meu refúgio na escrita, na música, na arte. Estou buscando isso tudo de novo. Usando a experiência de ser o que me tornei, unindo àquilo que nunca deixei de ser. A receita origina uma Juliana mais legal, mais crítica, certamente, mas também muito mais flexível em relação ao outro. Ontem, disse à Carla que precisava andar sozinha por um tempo. Ela entendeu, pegou tudo o que aprendeu sobre mim e me respeitou. Estou na minha nova velha experiência de caminhar sozinha. Não sei por quanto tempo. Carla e o Tio Freud, como ela costumava dizer, voltarão em algum momento, mas só depois que eu usufruir de tudo isso que aprendi sobre mim e identificar a necessidade de novos autoentendimentos.

março 05, 2009

Entre borboletas e urubus

dio santo! há até pouco tempo, eu era daquelas que dormia de meia e edredon, não importasse o calor que fizesse. não, não residia no nordeste. minha morada sempre foi em dijá mesmo - ou diadema city, como preferir. até que me mudei pra um apartamento fresquinho, todo branco, calmo por dentro e barulhento por fora, para que os sintomas da menopausa aflorassem em plenos 20 e poucos anos. ok, nada de menopausa. a pergunta que assola a rapaze são paulo afora é "que calor infernal é esse"?

bastou o calor para que meus hábitos invernísticos se fossem de vez. passei a domir de calc****** e, ops!, sem meias. pra completar as sessões refrescantes, passei a abrir a janela também. funcionou bem por alguns dias até que, na noite passada, uma visita não convidada, não imaginada e muito mal vinda, diga-se de passagem, resolveu aparecer. eu lá, vendo "onde os fracos não tem vez" dublado, quase me convencendo a ir dormir sem escovar os dentes, luzes ainda acesas e... o ser voador gigante adentra pela janela em minha direção.

depois de uma sucessão de gritos e coisas esparramadas pelo quarto e pisadas pelo chão, minha mãe decidiu vir ser a forte vez e me socorrer. sem entender direito o que acontecia, batia com um pano nos móveis do quarto, revistas e todos os lugares por onde o monstro poderia ter decidido pousar. a essas alturas, a janela estava fechada e minha mãe não encontrava o você-sabe-quem que decidira passar a noite comigo, como se fosse fácil e permitido qualquer um chegar assim pra me fazer companhias noturnas.

depois de muito procurar e eu apenas observar com os cabelos arrepiados na porta, ela jogou os panos e decidiu que não havia nada. tudo poderia ter sido fruto do filme que eu estava vendo. me deu boa-noite e disse que a chamasse caso o você-sabe-quem aparecesse. se eu consegui dormir? vencida pelo sono, sim, mas com pesadelos com seres voadores, lógico.

enquanto tomava meu café-da-manhã e assistia ao jornal, minha mãe senta-se ao meu lado e comenta que eu estava fazendo um escândalo por conta de uma borboleta - imaginem! - enquanto havia condomínios em situações piores, cujos apartamentos eram divididos com urubus. você entendeu direitinho, eu disse u-ru-bus que, ainda por cima, são protegidos pelo ibama e não podem ser expulsos.

pode uma coisa dessas!?

está decidido. a partir de agora, dormirei com a janela lacrada. senão, daqui a pouco uma cegonha adentrará voando e eu não terei nem como contestar.

ops, brincadeirinha!
A volta de quem nunca foi

É, pessoal, eu sempre me vou sem de fato ir. Acho que isso tem muito a ver com os momentos que vivemos. Muitas vezes, sem perceber, a gente acaba dedicando tempo e atenção para outras coisas ou outras pessoas porque, por natureza, a vida pede isso de você. Isso não acontece necessariamente por frustrações ou coisas do gênero, mas, talvez, por adaptações.

De repente, você consegue equilibrar as coisas sem o risco de se desapegar do que é importante. Creio que cheguei a este ponto e, não sei bem, mas acho que vai dar certo. Voltei a minha atenção às filosofias da vida e conseguirei organizar meus pensamentos por aqui.

Para oficializar este retorno, usei do meu impulso para dar uma cara nova ao Proseando. Melhor dizendo, usei beeem pouquinho porque, se realmente tivesse adaptado as minhas idéias, teria menos visitas do que realmente tenho.

Por isso, um viva e um obrigada especial à Carol, que impediu que eu utilizasse as minhas habilidades de designer para o bem de todos nós.

Que nossas prosas sejam prazerosas e, aproveitando a proposta artística, que tudo fique assim, tudo azul!

dezembro 10, 2008

sabe, as verdades ditas no momento da raiva tendem a ser mais verdadeiras do que as outras verdades. a gente tenta apaziguar, mentalizando que esse tipo de coisa não vem do coração, que não passa de um surto psicótico raivoso que, quando dispensado de dentro da gente, é naturalmente minimizado e deixado de lado.

tudo mentira.

a gente tem mania de enxergar só as partes boas e fica correndo atrás de desculpinhas cruelmente tendenciosas só pra não encarar ela, a verdade, de frente. mascara tudo, passa a borracha e segue a vida ignorando o fato de que essa mesma verdade voltará algum dia, talvez com mais força, talvez mais verdadeira, arrasando com aquela coisa customizada que a gente produziu só pra se sentir bem.

tudo verdade.

dezembro 01, 2008

outro dia estava pensando em acabar com tudo isso aqui, mas mudei de idéia porque costumo repensar quase tudo o que decido impulsivamente. não quero hoje, mas só de raiva o meu instinto geminiano e instável por excelência fará com que eu queira amanhã. é, minha gente, eu me conheço. costumo fazer comigo quase tudo o que faço com vocês. incluindo as raivinhas e os momentos felizes. vai entender.

estava vendo a minha mais nova série favorita, brothers and sisters, e, num insight, me veio tantas coisas que eu poderia externizar. bastaria me sentar em frente ao computador e dispensar tudo no meu teclado negro (que um dia minha mãe confundiu com um mouse, mas essa é uma outra história), e pronto. estaria resolvido. mas então, eu me coloco a perguntar os porquês julianísticos e deixo tudo passar, largo de mão, esqueço e prefiro ver tevê. eu não entendo. penso que entendo de mulheres, mas é tudo mentira. entendo nada. nada. nada.

estou apaixonada. sim, estou. talvez, esta nova sensação tenha me insentado da necessidade de compactuar com meus pensamentos. eles já não são primeiros termos. é, não são. até a estratégia de adormecer se transformou numa outra estratégia, embora às vezes eu ache que tudo isso está errado. cada vez que me aventuro num repensar de relação ou na olhadela infeliz pro lado de lá ou no telefonema que está demais ou de menos... não importa. não me entendo.

enfim, não acabei com isso aqui. e nem vou acabar. um dia ou outro, alguma visita isso aqui terá. talvez, a minha. talvez, a dela. e, arrependimentos, só dos que não escrevi.

julho 23, 2008

Meu Nome Próprio

detesto críticas. opiniões alheias. observações dispensáveis.

acontece que quando você produz algo, esse algo está sujeito a interpretações. o mundo está cheio de 'atitudes humanas mais antigas', mas ainda assim arrisco dizer que interpretar é um ato pioneiro. dar a explicação que bem entender a respeito de todos os assuntos e não se importar com a repercussão.

assim é a maioria das pessoas e, que novidade!, eu não me excluo. simples: toda arte existe para ser contestada e, a partir do momento que é lançada a olhares alheios, perde-se por completo o domínio do seu verdadeiro, ops novamente!, inicial valor.

esta introdução existe para dizer que ontem decidi me visitar. voltei ao passado responsável pelo esboço de quem sou hoje e o encarei de frente nas telonas. conferi o longa "Nome Próprio", de Murilo Salles, inspirado nas obras de Clarah Averbuck, cujas palavras, há uns cinco ou seis anos, germinaram a juliana de hoje.

não sou clarah, não sou camila, nunca fui e nem pretendo ser. ocorre que quando uma obra de arte faz sentido, você se vê dialogando com ela de forma natural. foi assim comigo. a autora, sua história e sua personagem me ensinaram a arrancar de mim a coragem de viver de forma idiossincrásica, como deveriam ser todas as vidas. não sei se hoje estas figuras teriam me resgatado, mas naquela época tudo fez sentido.

acredito ter pecado revelando-me uma fã. acho que a gente não deveria se colocar neste status diante de ninguém. obviamente não trata-se de inveja. é apenas uma conclusão de auxílio para ajudar as pessoas a continuar sendo tudo o que são. sem intervenções.

clarah, camila e o brazileira!preta foram fundamentais para que eu entendesse a razão de estar aqui hoje. e isso pra mim basta.

mas preciso dizer sobre o filme. o mesmo filme, o qual fui procurada, como leitora-fã de Clarah Averbuck, para complementar os estudos pré-filmagens. sabe-se lá se isso realmente aconteceu, mas necessito afirmar que a obra complementar é tão importante pra mim quanto deve ser para a própria Clarah. ela pode achar que não, mas suas palavras foram fundamentais para mim e as milhares de pessoas que as leram, a ponto de se transformarem em utilidade pública. isso deve ser doloroso, imagino. o ato de ser lido deve ser tão doloroso quanto o ato de escrever. Clarah sabe muito bem disso e não cabe a mim tentar justificar.

a questão é que a adaptação (e peço desculpas aqui pelo que escreverei se o termo adaptação por si só insenta todo e qualquer comentário que se faça sobre a obra original), não fez jus à camila que falava diretamente comigo aqui bem pertinho do meu ouvido. a camila da leandra é por demais lírica e, ao tentar resgatar todo o elenco de uma inexperiência nítida, acaba esquecendo-se de sua essência. okay, o lírica fica por minha conta. quem conhece a camila real sabe a que me refiro. a semelhança, talvez única, entre as duas é que ambas não fazem o menor esforço para serem queridinhas por quem as conhece. nisso, murilo acertou: a busca por algo incrivelmente intenso, tão intenso que até se duvida de que realmente exista.

por demais, sobram elementos como o próprio roteiro em si, fatalmente ultrapassado, uma vez que o universo dos blogues fora ligeiramente substituído pelo das comunidades onlines, que, por igual fatalidade temporal, será substituído por uma novidade contemporânea qualquer. fatores técnicos cinematográficos, embora não sejam de minha alçada, também merecem ser mencionados. falhas de edição e disparidades entre a fala e o áudio são facilmente encaradas como absurdos numa época em que processos como estes são amparados pelas melhores das tecnologias. pôde-se visualizar, por milésimos de segundos, um dedo na frente da câmera em uma das cenas. uma análise técnica mais profunda, não me caberia.

a única coisa que cabe agora é prosseguir de onde parei. é o que cabe a todo mundo.

de mim, um brinde às inúmeras camilas que tentam se resgatar cyberespaço afora.

junho 30, 2008

atendo o telefone e, do outro lado, ouço um meigo "e aí, como você está?". respondo que tudo bem, devolvendo a pergunta. na seqüência, ouço uma sucessão de suspiros e onomatopéias. engulo meus instintos e fico quieta, como se numa tentativa de pressionar um comentáro que venha sem medos e sem medidas, antes dos meus. com algum esforço e muita psicologia, eles saem. abstraio a situação e sigo.

entro no msn e sou surpreendida pelos parágrafos que escrevo, na íntegra. eles aparecem seguidos de interrogações nas entrelinhas sobre o que significam. e então, eu rio. a complexidade do ser: questiono sobre o que ela não fala e ela me questiona sobre o que eu falo.

ao contrário dela, não consigo me insentar das explicações. ela torna a me questionar sobre o fato de que, se escrevo, é sobre mim e pode ser sobre ela. eu concordo. mas replico dizendo que escrever sobre mim é uma coisa, mas nem sempre significa que seja algo que eu sinta. talvez, seja apenas algo que eu pense. e ninguém é imune aos próprios pensamentos.

ela diz que entende. e eu finjo que acredito. baixo o meu olhar, ignorando o fato de que, algum dia, isso será tema de uma das nossas crises. talvez seja. e por conta da minha racionalidade extrema. neste final de semana, ela me ensinou que não é saudável deixar que as pessoas nos incomodem por qualquer assunto. perguntei a ela se certa coisa não a afetava e ela me explicou que permite afetações apenas sobre o que realmente importa. sorri por dentro.

naquele momento, entendi que ela não precisava falar muito porque a própria forma de ser já era o suficiente. algumas pessoas são assim. são o que são por natureza e não por teorias minuciosamente transcritas no bom português.

sugeri a ela que não tentasse me entender pelo que escrevo. definitivamente, não seria saudável. algumas pessoas precisam ter um certo discernimento quando decidem cavucar as outras por dentro. sinto que isso não a acalmou. vou publicar este texto e, novamente, ser acometida por interrogações camufladas sobre tudo que acabei de escrever. desta vez, está direto e objetivo. espero que minha racionalidade seja perdoada.

e espero, ainda, que ela entenda que eu a amo de todas as maneiras, independentemente do meu senso de observação.

E eis que finalmente ficou pronto!

Amigos visitantes, compartilho com vocês mais esta competente organização, administrada pelo ilustríssimo Sergio Simka, da qual participo com um artigo.
Este livro tem por objetivo proporcionar uma reflexão sobre a importância da comunicação nos tempos atuais, seja nos planos pessoal ou profissional, seja nos aspectos oral e escrito.
A obra é uma reunião de artigos que tratam de temas atuais da comunicação, numa abordagem simples e didática, para que realmente seja funcional.
Seus autores são professores, comunicadores e estudiosos das relações comunicacionais, interessados em transmitir seus conhecimentos e ampliar as discussões acerca do tema.

Aos que desejarem adquirir um exemplar, por favor, me contatem pelo jmarciano@terra.com.br. A contribuição consiste na simbólica taxa de R$ 15,00 + despesas de envio.

Corram enquanto há disponibilidade no estoque.
Aquele abraço.

junho 24, 2008

cá estou eu, em meio a inúmeros afazeres, com aquela sensação de que sempre me falta algo, da ida para casa com o dever descumprido. eu sempre soube que a internet é uma vadia desgraçada inevitavelmente necessária e cúmplice. eu sempre soube que ir atrás e pagar pra ver poderia ser doloroso, mas não importa, porque sou uma auto-sofredora que, dependendo do momento, sinto prazer em certezas alheias. não. não falo sobre traição. talvez eu fale sobre meu próprio ego, sobre a aparência daquilo que nem todo mundo sabe ou sequer saberá. foda-se. fodam-se todos aqueles que precisam de esclarecimentos. sinto-me irremediavelmente mal por tomar a verdade pra mim e fazê-la senhora das minhas convicções. estou com defeito e a assistência técnica para marcianos é cara, é longe e surreal para o momento.

junho 23, 2008

Parei pra pensar um dia desses sobre a complexa insistência de andar por aí procurando um amor. O mundo anda tão cheio de gente e possibilidades que, de tanto tentar e esperar e começar de novo, inexplicavelmente, nos vemos sozinhos. E a busca continua. Tentativas pra todos os lados. Sorrisos indecifráveis pra pessoas indiferentes. Beijos entre línguas sem identidades. Sem sentimentos. A receita, bem estranha, diga-se de passagem, consiste em driblar a solidão com ela mesma... a própria solidão. Depois, voltamos pras nossas casas, aos nossos travesseiros, com o mesmo dilema de sempre: amor, aonde está você?

Por que as pessoas estão sempre à procura de um amor? E quando elas o tem, por que insistem em tornar as coisas tão complicadas, como se num pretexto para voltar à estaca zero?

Por que, se lemos um livro, a temática é amor? E se ouvimos uma música, idem? Por que, se pensamos em felicidade, nos remetemos à nossa cara metade? Mesmo sem ter a mínima idéia de quem seja ela. Por que, se mesmo tão presente, o amor é tão ausente?

É. Eu também não sei.

junho 03, 2008

durante um tempo, a objetividade no ser e agir tomavam conta dos meus passos. então, os sinais vinham de toda parte para me alertar da necessidade de afrouxar, desacelerar, pegar mais leve, ser flexível e deixar-se levar pela sensibilidade despretensiosa (?) de seguir vivendo. a gente tem mania de achar fácil olhar a receita e tentar fazer igual. mas ninguém aparece para avisar que o igual não existe e, quando nos damos conta, ou desistimos ou seguimos em frente. em determinados momentos, os anseios ficam tão incontroláveis que a gente até chega a achar que está entendendo o outro. então, naquela piscada de olho mais lenta, nos damos conta de que estamos mal entendidos com nós mesmos. se tem alguém aí especialista em lidar com gente, mande-me um sinal de vida imediatamente.

alguém? pois bem, prosseguirei.

há duas semanas, estive num congresso de gestão de pessoas e passei dois dias ouvindo os especialistas ditarem as novidades sobre como ouvir, entender e valorizar o outro. de tudo, uma frase em meio a uma história pessoal de vida me chamou a atenção:

"os seus propósitos não estão de acordo com a pessoa que você é. ou você muda os propósitos, ou você muda você".

licencinha aqui pro pleonasmo, mas esta verdadeira verdade bateu de frente com os questionamentos que eu sequer estava conseguindo formular. afinal, quem sou eu e quais são os meus propósitos? acredito que as respostas para estas questões estejam diretamente ligadas à arte de saber lidar com o outro e consigo próprio e, se eu não sei quem eu sou e não sei exatamente o que quero, não posso esperar ter sucesso em me relacionar com alguém que não sei se está condizente com o que me trará satisfação na vida.

complexo, não? dependendo do grau da nossa sobjetividade, auto-controle e percepção, lançar uma teoria assim pode nem ser tão complicado, mas penso que atestar a sua eficiência, sendo eu quem sou e vivendo na sociedade em que vivo, é brincar de ser deus.

enquanto a sociedade segue em função de viver um dia após o outro, no chamado carpe diem, a psicologia espreme dos cérebros mais brilhantes os principais fatores do que nos leva a isso ou àquilo. e como é que nós, nascidos depois da década de 80, no tumulto da era da informação, e vivendo em meio à urgência dos acontecimentos, vamos nos dar conta de como todas estas questões elencadas à complexidade (além da nossa própria), da vida de todas as pessoas que nos rodeiam, desvendará o mistério de quem somos nós e de como viver em paz com nós mesmos?

se alguém souber como, sou toda olhares.

abril 23, 2008

Dando um tempo

Todos os dias da minha vida sou condicionada a acordar e seguir em frente, fazendo jus ao fatídico carpe diem. Mas como instinto a gente vive e não condiciona, há algum tempo tenho sido involuntariamente acometida pela arte do dar um tempo. Acredite, dar um tempo é um dom, portanto, arte. Você não aprende, simplesmente desenvolve.

Estou dando um tempo de quem desistiu de ser ajudado e guardando a dose de ajuda para a minha insanidade porque, convenhamos, insanidade coletiva dá choque. E, convenhamos novamente, dar choque é muito diferente de chocar quando buscamos as entrelinhas do entendimento.

Daniel Daibem vive dizendo que "o jazz é sempre a mesma coisa, mas nunca do mesmo jeito". Me aprofundei nessa prévia e decidi dar um tempo também de vagar por aí me condenando pela mesmice nossa de cada dia. Porque não é preciso ser poeta ou filósofo para entender que buscamos alternativas movidos pelo instinto, e que o novo nos aparece do nada e do tudo, por conseqüência.

Estou dando um tempo da euforia. De todas elas: desde esperar ansiosa pela hora do almoço até aguardar pela brecha de beijar aqueles lábios. Decidi levar a vida com calma porque tem gente que se incomoda com a intensidade de determinados sentimentos.

Tenho preferido não ser do contra com tanta freqüência e tenho dado um tempo de mostrar para as pessoas sempre os dois lados da moeda. Porque dar um tempo sempre é melhor e mais heróico do que desistir. Tomara que elas sejam sensíveis a isso.

março 24, 2008

Ai daqueles
(Paulo Leminski)

ai daqueles
que se amaram sem nenhuma briga
aqueles que deixaram que a mágoa nova
virasse chaga antiga
ai daqueles que se amaram
sem saber que amar é feito pão em casa
e que a pedra só não voa
porque não quer
não por que não tem asa.

março 14, 2008

"cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é".

está certo. não tem nada mais demodê que ficar citando caetano veloso em blogs, mas preciso começar este discurso com exatamente esta frase. aos que se incomodarem, o meu sincero 'sinto muito' e, aos que se apresentarem sensíveis aos dizeres universais, meus sensíveis cumprimentos.

acordei meio perceptiva hoje. poderia seguir os caminhos convencionais e ir atrás de um horóscopo qualquer. mas como não me considero uma pessoa de práticas e pensamentos convencionais, recorro aos meus próprios devaneios para, assim, tentar me entender. e tentar também não despensá-los em pessoas que possam por ventura não merecer os reflexos dos meus pensares impulsivos. sim, estou na TPM. e como é de costume nestes momentos, me permito certas práticas anti-juliana, incluindo a utilização deste espaço para momentos de 'meu querido diário'. estamos no segundo parágrafro. se está achando monótono demais, sugiro que pare sua leitura por aqui. isso não é um pedido de ajuda, pelo contrário, estou apenas liberando alguns... seja lá o que for isso. no fim, apenas eu me satisfarei, estamos entendidos?

ok, não estou dizendo nada com nada. veja o histórico dos meus escritos e os períodos com que eles tem aparecido e verficará que ultimamente não tenho tido muita coisa a dizer mesmo. acho que preciso de um momento comigo mesma ou acho que definitivamente eu não tenha nascido para socializar. ou pode ser o contrário: quando você socializa demais, acaba cometendo excesso e escassês, tudo ao mesmo tempo.

toda essa introdução foi pra dizer que isso aqui é uma libertação. menti o tempo todo dizendo que não era hipócrita. ouçam todos: MENTIRA! eu era hipócrita, sim. saía por aí aconselhando a torto e à direita, como se fosse um padre, uma psiquiatra e uma mãe-de-santo - tudo no mesmo corpo. não era nada disso. eram apenas as minhas convicções camufladas. sei que alguns sabem do que estou dizendo e são justamente para estes alguns que estou escrevendo. odeio a ausência de coletividade dentro do cenário coletivo, mas é assim que está funcionando. escrevo para mim e para alguns. devem ser as minhas referências literárias. estou em momento de rever valores e talvez inclua estes também, pode deixar. não sou mais hipócrita, lembra? portanto, se alguém decidir acordar e tirar o dia para me encher o saco, esqueça. vá atrás da grama do outro vizinho porque as minhas verdades não estão mais sendo pensadas. estão sendi ditas. isso mesmo, não tenho guardado muitos desaforos ultimamente.

ninguém entendeu nada, não é mesmo? não tem problema, estamos no mesmo barco. vou praticar ali minhas decisões sem pensar nos estragos e nos acertos. obrigada por chegar até aqui.

janeiro 15, 2008

coisas acontecem. o tempo todo, acontecem. faz você morder a língua, perder a memória e prosseguir como se não tivesse pensando antes na possibilidade delas acontecerem. sempre vai ter alguém pra lhe soltar um "não te disse" cem por cento pretensioso e mais outro alguém para lembrar que você não precisa se censurar só porque decidiu permitir acontecimentos. coisas acontecendo podem fazer parte de um processo humildificante. sim, licencinha aqui pros meus neologismos. então, você anda por aí não se sentindo vazia porque a novidade de espírito é real. as músicas se encaixam e, mesmo quando não é o caso, ainda assim são bonitas. e, como num passo de mágica, você se reconhece na arte da abstração. nenhuma energia ruim se apodera de você. e os pássaros cantam, pessoas prosseguem e, ainda que complicada, a vida parece mais fácil.

dezembro 21, 2007

Queridos,

Para mim, o Natal sempre foi a época propícia para desejar e semear o bem. O ar fica diferente, as ruas e lojas enfeitadas, e as pessoas, como mágica, ficam todas boazinhas. A gente sai por aí despejando "feliz natal" pra todo mundo, sorri pras criancinhas no ônibus e até tenta falar menos palavrão. É como se fosse o tal do juízo final dando o ar da graça anualmente: a gente se embala nas retrospectivas, faz o balanço e conclui o que pode ser mudado. No final, todo mundo é perdoado e recebe uma nova chance.

Sempre encarei tudo isso com bom coração, fazendo vista grossa pra todas as teorias clichezadas que cruzavam o meu caminho. Afinal, clichê ou não e demagogias à parte, se é o momento que finalmente as pessoas param de olhar pro próprio umbigo, por que sair mundo afora criticando essas práticas?

Acontece que ultimamente tenho estado enfezada demais e quando isso acontece, sempre lanço um segundo olhar pras coisas.
Por conta disso, este ano decidi não me embalar no espírito natalino. Se vocês estão pensando que chegaram até aqui para se deparar com um FELIZ NATAL, PAZ E SUCESSO, estão enganadíssimos. Mas fiquem tranqüilos porque não estou cuspindo os votos de coisas boas que me mandaram. Aliás, permitam-me um parênteses para um BIG OBRIGADA. Afinal, ultimamente, energia positiva tem sido o melhor combustível para a humanidade.

Acertaram. Estou aqui para desejar-lhes ENERGIA POSITIVA. Façam de conta que não estamos nas vésperas do Natal. Façam de conta que a cor vermelha está apenas no cabelo e nas unhas desta que vos fala e que as pessoas não decidiram fazer doações e comer panetone de uma hora pra outra - pensem que tudo isso faz parte de uma corrente do bem, praticada o ano inteiro, que ganhou ênfase neste momento apenas porque o ano está indo embora. Estão se sentindo melhor agora?

Minha intenção aqui era não ser clichê. Só que o simples fato de você se levantar da cama durante o mês de dezembro já é por si só um clichê natural. Olhem eu aqui querendo classificar os clichês da vida, como se isso fosse minimizar alguma coisa. Okay, me rendo! Mas sem jamais sair do salto do meu all star. Façam o seguinte: já que não há como fugir disso, usem toda a Energia Positiva do mundo para não mais idealizar o bem nessa época do ano. Minha proposta é:

PRODUZAM ENERGIA POSITIVA, EMANEM PELOS POROS E PRATIQUEM O BEM TODOS OS DIAS DAS SUAS VIDAS!

Depois que fizerem tudo isso, escolham um bar bem legal e me convidem para compartilharmos as nossas boas experiências.

Um beijo!

Ju Marciano

setembro 20, 2007

eu falo. o simkão é demais. é sim. saca só:

O Grupo de Escritores da UniABC recebe Prêmio Desempenho Cultural

O salão nobre do Primeiro de Maio Futebol Clube, em Santo André, ficou lotado na noite da terça-feira (17/9), para aplaudir os Destaques do Ano da 14.ª edição do Prêmio Desempenho Cultural, em que 39 organizações relacionadas às áreas de entretenimento, lazer e ensino cultural foram homenageadas pela revista LivreMercado, uma das mais importantes publicações regionais do Brasil.

O Grupo de Escritores da UniABC, cujo patrono é o reitor Azurem Ferreira Pinto, foi agraciado com um troféu e automaticamente passa a concorrer ao prêmio dos Melhores do Ano de 2007.

O 14.º Prêmio Desempenho Cultural teve seus vencedores chamados em blocos. Em seu discurso, quase ao final da noite festiva, o editor da LivreMercado, Daniel Lima, ressaltou que “Cultura é essencial para o povo, assim como a Educação e a Saúde”.

Com o auditório completamente lotado, o editor fez questão de afirmar que “este é um evento da classe média que trabalha duro, mas também da elite que tem preocupações sociais”.

Em 13 de novembro serão anunciados os Melhores do Ano, os Melhores dos Melhores e o Melhor dos Melhores, entre cases corporativos de organizações privadas, governamentais e não-governamentais.Também serão entregues os troféus individuais aos Imortais e aos Imortais in Memoriam do Grande ABC.

O Prêmio Desempenho Cultural realizado na noite de terça-feira foi a terceira etapa do evento. Em maio foram entregues os troféus do Prêmio Desempenho Social e em julho do Prêmio Desempenho Empresarial.

Cases de todos os municípios do Grande ABC estão entre os Destaques do Ano do Prêmio Desempenho, situação que confirma o espectro de regionalidade da revista LivreMercado. Os 173 Destaques do Ano de 2007 são um recorde na história do Prêmio Desempenho e decorrem da segmentação da fase classificatória do evento em três categorias. A etapa final, em novembro, conduzirá os representantes das organizações homenageadas ao que o jornalista Daniel Lima, coordenador-geral da premiação, chama de "capital social".

Veja a relação dos Destaques do Ano do Prêmio Desempenho Cultural:


setembro 18, 2007

okay, babe, isso não é da sua conta, mas você venceu. vai ver eu sou hipócrita mesmo. daquelas que diz o que se tem de fazer, mas que não faz. mas se você também não faz essas coisas, então, a marciana aqui é você. é sim. você mexeu com meu brio e isso só reforça a minha antiga prática de guardar o que é meu só pra mim. esqueça. continue aí nas suas conspirações porque de mim você não terá mais motivos. aprendi, sim. coisa que eu deveria ter assimilado há mais tempo. o que sou por fora ou por dentro não é da sua conta. você jogou todos os meus esforços no lixo.

setembro 17, 2007

um adeus

assim, tem dias que eu acordo e percebo a dor sem a delícia de envelhecer. tem o contrário também - a dor com a delícia -, mas esta não me aflige no momento. abro o olho, levanto, vou lá, sento na frente do mesmo computador e, olhando pro mesmo monitor, digito aquele endereço que é diferente, mas que é igual. e hoje eu não acho legal. não mais como há cinco anos. isso me deprime porque eu queria ler tudo isso, dar um suspiro e soltar um "caralho, como ela é foda". mas não dá. porque eu não acho mais isso. e fico me martirizando porque eu não sei se eu mudei ou se foi ela quem mudou. e arranco os pêlos dos meus braços só de pensar que pode ter sido nós duas. é. no fundo, eu sei que foi isso. mas por que é tão estranho você constatar o que não gostaria? as coisas chegam, são contra tudo o que você tem aí na bagagem e pronto. é assim. será que eu fiquei brega? eu ainda concordo que ela é visceral, mas acho que se alimentou de mais da marra de viver. hoje, isso não faz sentido aqui, não. e sabe qual é o meu medo? que isso não faça mais sentido pra um montão de gente. sim. porque é agora que ela vai dar o que falar. deus, ela já está temendo isso. mas eu lhe desejo sucesso, seja lá por qual meio ou essência isso se dê. só quero que ela cause na meninada tudo o que causou em mim. não só a mania de escrever sem dinstinção de maiúsculas, mas a desvergonha (isso mesmo), de sair por aí se virando do avesso e mostrando pros outros o que você é por dentro. sem medo. sem pudor. sem nada. simplesmente fazer, guiada pelo impulsivo espírito de ser o que se é. às vezes, isso faz tão bem que eu sou incapaz de traduzir em palavras essa significância. e eu apenas gostaria que ela soubesse o quanto eu sou grata por tê-la encontrado neste cyberespaço. se eu tivesse a oportunidade, diria que, mesmo não me identificando mais, jamais cairia no mal gosto de criticar sua essência. a todos, me ouçam bem: essência não se critica! ouviram bem? ou você se identifica ou você abstrai. é isso. hoje estou abstraindo. não quero ficar mal por isso. e, se algum dia eu estiver na condição de citar referências, não tenha dúvidas, querida, você será a primeira. e não me importa se você está ou não cagando pra isso. porque eu também não estou.

good lucky!